
Na
última segunda-feira, a AP divulgou que teve seus telefones grampeados
durante dois meses pela Casa Branca, fato que considerou "uma intrusão
maciça e sem precedentes". O grampo ocorreu em abril-maio do ano
passado, mas só no final da semana passada a AP foi informada
oficialmente da investida realizada em sigilo, através de carta do
procurador Ronald Machen.
Revelando
a real face da "democracia" que impera nos EUA, a espionagem atingiu a
central telefônica da AP, em Nova Iorque e ainda os escritórios em
Washington e Hartford, além da sala de imprensa da agência na Câmara de
Representantes dos EUA. Telefones fixos, celulares e fax, foram
grampeadas, e o total de jornalistas que foram controlados pode chegar a
100, segundo a agência. Pelas normas em vigor, esse tipo de grampo
teria de ser expressamente autorizado pelo Procurador-geral do
Departamento de Justiça [ministro da Justiça], Eric Holder.
"O
alcance desta ação põe em questão a integridade das políticas do
Departamento de Justiça em relação à imprensa", assegura uma carta
respaldada por mais de 50 organizações e direcionada ao Procurador geral
de Justiça, e seu adjunto, James M. Cole, que supervisionou a operação.



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